sábado, 6 de fevereiro de 2010

Descontrolo

Não somos mais do que máquinas de pensar!
Cogitando e concebendo,
Provendo mágoas e tumultos obscuros
Contestando a existência e o lugar que ocupamos
Num seio que em menos de nada se desconstrói.
Progressivamente eleva-se a opressão e o desalento,
Impelidos por um pensamento que nem advimos a perceber,
Importamo-nos em direccionar o que, momentaneamente, estabilize,
Permitindo alguma ordem.
Como num ímpeto desapareceu,
Não falamos, não ouvimos, não pensamos,
                                                      Sentimos a mais absoluta e deleitosa exaustão.

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